segunda-feira, 2 de junho de 2008

A fogueira e a lareira

Estar num lugar que é frio e molhado nos faz pensar: "nossa, seria muito legal se eu tivesse uma lareira!"
Dai um dia desses você acaba num lugar que é frio, molhado e tem uma lareira. E é ai que você descobre que o tempo todo queria mesmo uma fogueira.
Sim, o fogo da fogueira é bem diferente do fogo da lareira. Mas antes é preciso explicar que acender uma lareira é parecido com acender uma churrasqueira. Parecido. No primeiro caso você quer que a madeira queime, produza fogo e vire brasa. No segundo caso você quer que a madeira já queimada vire brasa e só. Então se você jogar dois litros de zulu na sua lareira é provável que você consiga muito fogo - como na churrasqueira - mas também que você consiga a brasa rápida e efetivamente. Acender a lareira abanando como se fosse a churrasqueira vai fazer com que a sua festa de fondue fique com cheirinho de pagode na casa do gago.
De volta a lareira e a fogueira. São coisas diferentes. Uma fica exposta em festa de São João, rituais célticos e luais na praia com adolescentes bêbados. A outra fica dentro de um buraquinho de tijolos em chalezinhos de ar montanhês ou casas de gente fresca para aquecer adultos de sueter em tapetes peludos, também bêbados.
Depois de conhecer a lareira e a fogueira descobri que a primeira emana um calor suave e agradável que não ferve a taça de vinho tinto na sua mão, enquanto a segunda esquenta tanto que até arde, faz a taça de vinho pegar fogo e deixa o seu cabelo com um aroma natural de fumaça, aquele do baconzitos.
Em suma: lareiras são boas se você está seguro dentro de uma roupa completamente forrada de lã de lhama, enrolado num jolitex ternile de 10cm de expessura, depois de um banho daqueles que faz caldo de galinha. Caso contrário, a fogueira e a melhor opção pra devolver a sensibilidade aos seus músculos, mesmo que a sensação seja de um ardor incrível e o inesperado cheirinho de torresmo.

And now with a job

=D

Vejamos a que veio esse tal estágio...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Jobless

But not workless or useless

=p

terça-feira, 29 de abril de 2008

E novamente sem contários

Cansei deles. Ninguém nunca comenta nada mesmo!

Ouvindo (faz todo o sentido)

Thank you - Dido

My tea's gone cold, I'm wondering why
I got out of bed at all
the morning rain clouds up my window
And I can't see at all
And even if I could it'd all be gray,
but your picture on my wall
It reminds me that it's not so bad
It's not so bad

I drank too much last night,
got bills to pay
My head just feels in pain
I missed the bus and there'll be hell today
I'm late for work again
And even if I'm there,
they'll all imply that I might not last theday
And then you call me and it's not so bad
It's not so bad and

I want to thank you for giving me the best day of my life
Oh just to be with you is having the best day of my life

Push the door, I'm home at last
and I'm soaking through and through
Then you handed me a towel and all I see is you
And even if my house falls down now,
I wouldn't have a clue
Because you're near me and

I want to thank you for giving me the best day of my life
Oh just to be with you is having the best day of my life

quinta-feira, 24 de abril de 2008

E agora com comentários!

Não que alguém comente... ou que eu não vá mudar de idéia e cancelar os comentários antes de ir dormir.

Não que isso importe

Mas a minha última amiga solteira do colégio casou.

Não é q eu tenha levado uma bota...

...mas sabe aquela música que o Arnaldo Antunes fez e a Marisa Monte canta"De mais ninguém"? Então, tá na minha cabeça o dia todo. Vai entender...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Apostas que eu perdi

Coalinha favorito.

1x0

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pronto!

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!
Mas a verdade dói. Bastante.
Chame-se choque de realidade.
Viva a ficção

Olha que interessante!

Robert Smith sobre "In between days"


É uma canção sobre a visão de trio, seja ela no amor, na vida, lugares.

Que coisa, não?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Loucuras aleatórias

Talvez seja só eu exagerando tudo. Talvez eu teime em supervalorizar a minha importância na vida das pessoas e subestimar a capacidade delas de entender e perdoar. Talvez tudo seja mais fácil do que parece.
Eu não previ essa situação. Eu até pensei em algumas possibilidades, mas nenhuma delas era esse mato sem cachorro que eu estou. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come" nunca fez tanto sentido. Quanta pressão!!!
De fato eu noto que falhei miseravelmente no planejamento desse meu plano infalível. Eu arquitetei as coisas, usei todas minhas energias para chegar ao ponto que eu estou e agora não sei pra onde ir. Não pensei no trajeto de volta ou para onde seguir adiante. Seria bom se eu pudesse ficar onde eu estou, mas as coisas não são tão simples assim.
Gosto de pensar que estou administrando tudo muito bem. Como foi muito bem observado, quando muitas pessoas tentam tomar conta da sua vida, ao invés de ganhar tempo para coçar e jogar baralho você acaba estagnado. Justamente porque essas pessoas não vão concordar em nada e você não vai chegar a lugar algum.
Está na hora de tomar as rédeas dessa bagaça e deixar a necessidade de aprovação de lado. Por mais difícil que seja, por mais irreversível que seja, é o certo a se fazer. E como dizem, alguém corajoso não é aquele que arrisca a vida ou fala alto. Ter coragem é fazer o que precisava ser feito na hora que aquilo precisava ser feito, ciente das consequências.
É hora de ter coragem. Mas não depende só de mim.

Messy

Assim, estou precisando desabafar de novo.

Se as pessoas soubessem da situação que eu estou, certamente não desejariam estar no meu lugar. As coisas comigo sempre são complicadas. Sempre. Eu chamo de falta de sorte. Tem gente que discorda. Talvez não seja falta de sorte, somente um timming ruim. Então uma coisa muito boa acontece numa hora que não é necessariamente a melhor e fica difícil assimilar tudo.
Mas eu estou tão feliz! Por que eu sinto essa culpa? Sem essa de me vitimizar, mas será que nunca é a hora certa pra eu ficar feliz? Que coisa chata! Tem sempre um "mas".
E eu simplesmente não sei qual o próximo passo, qual a coisa certa a se fazer. Enquanto eu não sei o que fazer eu continuo vivendo, sendo feliz escondida porque não tem nada pior do que gente feliz quando a gente está triste. Não vou dizer que as coisas estão perfeitas, longe disso. Perfeição é mais uma linha de guia do que um objetivo de fato. Só posso dizer que estou feliz. Que eu estou quase 100%. Quase.
Eu ouço a mesma música 80 vezes por dia por que me faz lembrar e eu gosto de lembrar. Eu gosto de ter aquela sensação 80 vezes por dia. Aquela coisa do nervosismo, da dúvida, da alegria... Quero me sentir assim o tempo todo até que eu descubra uma sensação melhor. E eu tenho certeza de que ela existe.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Opiniões

Bom, essa é minha terra de ninguém. Nunca fiz um post longo por aqui, talvez esse seja o primeiro. E talvez seja o mais pessoal de todos.
Assim, eu quando mais nova era muito aberta e receptiva. Eu falava sobre tudo de mim, sem medo de me machucar. Era clara e honesta. Meus pais adoravam isso.
Quando eu entrei no colegial, comecei a mudar. Fui ficando um pouco mais reservada e já não era mais rainha pop do colégio. Era uma aluna estudiosa e brilhante, um lider, mas nada além disso. O que eu fazia nas horas vagasm de quem eu gostava, meus sonhos, isso só a Renata sabia.
Pensando agora mesmo, eu mudei muito quando eu gostei desse cara chamado Ivan, no primeiro ano. Eu amava ele daquele jeito que a gente ama de longe, como uma adolescente mesmo. E ele não me amava. E eu me declarei pra ele e ele não queria nada comigo. E eu chorei e chorei e nunca aconteceu. Nesse dia eu notei que sentir coisas por pessoas não obrigava essas pessoas a sentirem o mesmo por você. E eu comecei aquele processo de me fechar.
No terceiro colegial eu subi um nível nessa coisa de fechar: eu criei duas vidas. Na escola eu era novamente rainha pop, requisitada, querida, cheia de opiniões que flertava com professores. Mas ninguém sabia muito bem como era minha vida em casa. E na minha casa ninguém sabia direito como eram as coisas na minha escola. E assim foi o ano todo até ue não passar na faculdade. E eles descobriram que eles não sabiam mesmo do que acontecia e não gostaram disso.
Então eu arrumei um namorado e quando tive a primeira briga com ele, fechei por completo qualquer muro. Ninguém mais sabia de nada sobre mim em lugar nenhum. Todo mundo me dizia coisas baseado em frases vagas que eu soltava de vez em quando, mas não significava nada. Só eu sabia o que acontecia, como eu me sentia. Só eu. Até que chegou um momento em que tudo veio a tona e as minhas diferente vidas se juntaram e tudo caiu. De repente eu me vi sem nada, sem nenhuma daquelas personalidades, sozinha e incompreendida, principalmente porque ninguém mais confiava em mim, uma vez que eu nunca confiei em ninguém, mentindo e inventando descaradamente.
Um tempo passou e meus amigos de verdade (são 3) e minha família começaram a me ajudar a me levantar. E eu fui me abrindo um pouco, mas só um pouco. Eu passei a ser sincera e honesta, mas reservada. Demorou, mas eu consegui.
Bom, toda essa história é pra tocar no seguinte ponto: até hoje as pessoas tem o habito de me dizer o que elas acham que eu devo fazer e como.
Nesse momento eu tenho 3 chamadas no meu telefone, cada uma de uma pessoa diferente que pensa uma coisa diferente sobre a mesma situação. Então eu me lembrei daquele tempo em que ninguém poderia me ligar pra dizer o que pensava porque não havia o que pensar e eu não dava essa liberdade. Não haviam pessoas na minha vida. Hoje eu tenho pessoas na minha vida, várias delas. E eu estava pensando agorinha que é triste encontrar um limite de envolvimento, sentir a vontade de dizer "você não pode me obrigar e pare de tentar". Não que eu queira começar a ter vidas separadas e esconder coisas, odeio isso. É desgastante demais. É só que eu não tenho certeza de que quero lidar com as diversas opiniões que cada pessoa que permeia a minha vida vai expressar sobre certo assunto.

quinta-feira, 27 de março de 2008

A música mais legal da história do universo

Saca só:

Tomara que as folhas não toquem seu corpo quando caiam
Para que não as converta em cristal.
Tomara que a chuva deixe de ser um milagre que baixa pelo seu corpo
Tomara que a lua possa sair sem você.
Tomara que a terra não beije seus passos

Tomara que acabe o seu olhar constante
A palavra precisa, o sorriso perfeito.
Tomara que aconteça algo que te apague rapidamente
Uma luz que cega, um disparo de neve.
Tomara que pelo menos a morte me leve,
Para não te ver tanto, para não te ver sempre
Em todos os segundos, em todas as visões.
Tomara que eu não possa te tocar nem nas canções

Tomara que a aurora não dê gritos que caiam nas minhas costas.
Tomara que o seu nome não se esqueça dessa voz
Tomara que as paredes não retenham o ruído do caminho cansado
Tomara que o desejo se vá atrás de ti,
Para seu velho governo de defuntos e flores.

Tradução meia boca de uma música fantástica. Já conhecia, mas nunca tinha parado pra prestar atenção na letra (ouvi antes de aprender espanhol).

Art in the making, dude!

 Silvio Rodriguez - Ojala

terça-feira, 25 de março de 2008

Assim caminha a humanidade

E o livro vai... com passos de formiga e sem vontade

quinta-feira, 20 de março de 2008

The novel

Meu romance está andando
Vou postar alguns fragmentos depois.
=)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Plot line

Pessoas envovidas por casos e dramas, isoladas e unidas por comportamentos egocêntricos. Adultos que querem crescer, mas ainda são crianças cuidando de seus próprios interesses e buscando um sentido para as vidas tristes e vazias.

Personagem principal volta para a casa dos pais depois do fim do casamento. (talvez eu mate o marido, ou algo assim). Ela está deprimida e se descobre solitária e sem amigos. Tem vários conflitos com a família, principalmente o pai. Vai se envolver com algumas pessoas no decorrer da história, se apaixonando e desapaixonando. Deve magoar algumas pessoas e sofrer, como que por castigo.

Depois de voltar para a casa dos pais, personagem deve encontrar alguma coisa para fazer. Talvez algum curso. Eu não posso coloca-la na faculdade, quero que ela seja um pouco mais velha do que isso. E ela deve manter o mesmo emprego. Talvez ela comece um trabalho voluntário em algum lugar. Ou talvez ela já estivesse fazendo esse trabalho. O importante é q ela já conheça essas pessoas que vão aparecer na história, com excessão de uma, o herói da história. O muso. A última pessoa com quem ela vai (ou não) ficar.

Ela deve ter um melhor amigo. Alguém que ela ame muito e ela vai brigar com esse amigo. Esse amigo vai ajudá-la a começar uma vida nova. Ela vai ter que trabalhar duro para consquistar a confiança dos pais novamente. E em si própria também.

Preciso pensar em como vai acabar. Não quero uma trilogia, quero uma história com começo, meio e fim.

Nome: Estella. Sempre achei esse nome lindo, mas tem muita gente que odeia. Estellas são odiosas mesmo.

Ready, set, go!

Bom, já tenho a história mais ou menos montada na cabeça. Espero que não fique besta demais e nem muito teenage crap.
Vou começar a desenhar a linha agora.
Desejem-me sorte!

sexta-feira, 14 de março de 2008

O gato e o rato

A história do gato e do rato tem feito sucesso. Quem sabe o meu best seller antes dos 21 não é uma história pra boi dormir ao invés do drama contemporâneo psicológico super estaile que eu sempre quis escrever? Estou ficando velha...

quinta-feira, 13 de março de 2008

PTP

Estava discutindo sobre o nome desse meu novo trabalho. Como eu ainda não sei a história, tinha que ser algo que seguisse a idéia no título. Ou absolutamente não. Cheguei a conclusão de que pequenas tragédias pessoais são aquelas coisas que acontecem com a gente e que nos derrubam. Não aquelas que destroem nossas vidas por completo. Essas são grandes tragédias. É um amor que se perde, um ente querido que morre, um mal corte de cabelo. Na verdade, pensando sobre isso agora, a palavra tragédia remete a desastre, perda, prejuízo. Uma pequena tragédia pessoal seria um desastre que aconteceu com vc e afetou vc mais que a qualquer outra pessoa. É sua tragédia. Acho que posso partir disso.

terça-feira, 11 de março de 2008

Outra história

Estou também escrevendo uma história para crianças sobre um gato e um rato que moram na mesma casa. Pura filosofia. Espero ser autora de um novo clássico transcedental como Le Petit. Por que eu não posso ser absurdamente boa como todos os outros escritores famosos???

Pequenas tragédias pessoais

É o nome do meu novo livro. Não sei a história ainda, mas achei o título ótimo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

MSN

Eu estou sem poder usar o MSN. Isso fez com que eu perdesse algumas oportunidades de emprego entre outras coisas. Habitos ruinsssssss. Preciso do MSN pra ver o mundo exterior. Estou morrendo.
Nota mental: atualizar o endereço de e-mail no site da faculdade SEMPRE.

4 Blogs

Eu tenho 4 blogs agora, um deles só de recordação. Ou seja, eu deveria escrever regularmente em 3 deles. Será que eu tenho tantas coisas assim pra escrever?
O tempo está correndo e eu tenho um mês para escrever um livro antes de fazer 21. Não acho que vai dar...