quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A menina gorda dentro de mim

Gente que é gente gosta de teorizar. Eu gosto especialmente de teorizar conspirações, mas esse não é o assunto de hoje.
Tenho cá uma teoria de que todas as pessoas do mundo tem como parte de sua psique uma garota gorda. O que isso significa, necessariamente? Ah, que todo mundo tem um lado sensível demais, com problemas de alto-imagem, que sofre por rejeição mesmo sem ter sido rejeitado. A amalgama desse traço de personalidade comum a todos nós eu chamo de A Menina Gorda Dentro de Mim.
Uso muito a Teoria da Menina Gorda para explicar meus gostos, principalmente por música de fossa e filmes ultra romanticos e dramaticos, com final agridoce.
Entendam, eu não estou passando por um final de relacionamento difícil e turbulento, mas A Menina Gorda Dentro de Mim adora ouvir a Adele jurar vingança ou se rastejar por seus antigos namorados. Ela também Não perde um episódio de Gossip Girl porque adora ver vestidos que nunca vai usar, pessoas bonitas demais para serem reais e para torcer que a Blair - companheira fictícia que também tem uma menina gorda muito ativa dentro de si - encontre alguém que a ame tanto quanto A Menina Gorda Dentro de Mim pensa que ela merece ser amada. Essa menina faz com que eu chore vendo propaganda de cartão de crédito e tenha lido e assistido tudo relacionado a Jane Austen um número constrangedor de vezes.
Mas A Menina Gorda Dentro de Mim não existe só para me fazer pagar micos e possuir três volumes da coleção Flashback in love (são sinônimos, não?). Ela existe para me lembrar diariamente que há mais beleza e sentimento no mundo do que nos permitimos enxergar e sentir o tempo todo. E também para nos fazer entender que no fundo no fundo, só o que a gente quer é ser aceito e amado, do jeito que a gente é. Isso não é tão romantico?

VOCÊ LEMBRA?
Laurinha, da novela Carrossel, era a típica menina gorda. Não que eu seja favorável a estereótipos, mas também não ligo muito para o politicamente correto.



BLANK

Duas e vinte e cinco da manhã. O cursor piscando na página como um relógio. Uma contagem regressiva. Até quando? Nada. Vazio. Branco. Uma tela cheia de oportunidades e nenhuma inspiração. As redes sociais me deixaram enferrujada nessa coisa de fazer algum sentido com mais de 140 caracteres. Será que é só disso que precisamos? Será que isso é tudo que temos que dizer uns aos outros? Será que estou enlouquecendo por privação de sono?
Muito pelo contrario, você está enlouquecendo por privação de sono. Tem alguém ai? Diria que não importa, mas é mentira. Um texto só comunica alguma coisa se tem alguém do outro lado lendo, interagindo. Sim, um texto é interativo. Eu sei que quando você começa a ler ele já foi escrito, mas você responde a ele, fica bravo, xinga, ri dele, chora com ele. Um texto tem vida.
Matei meus filhos. Apaguei meus textos. Tantos caracteres e nenhuma emoção. Ah, como eu tenho tanto a dizer, tanto a provocar e provar. Queria voltar no tempo quando as palavras escorriam dos meus dedos com tanta velocidade que nem dava tempo de digitar. Tantas idéias, tantos planos, tantas expectativas. E o cursor piscando. Acho que a página está zombando de mim. Antes fosse só essa, mas todas as outras também. Todas falando das faltas: criatividade, estilo, originalidade. Quem consegue ser original hoje em dia? Não, é só uma pergunta retórica.

Vida nova

Vou reativar o blog. Depois que tiver posts suficientes deste ano, vou divulgar o endereço. Acho que é só isso no momento. Obrigada pela atenção. De nada, disponha.