Bom, essa é minha terra de ninguém. Nunca fiz um post longo por aqui, talvez esse seja o primeiro. E talvez seja o mais pessoal de todos.
Assim, eu quando mais nova era muito aberta e receptiva. Eu falava sobre tudo de mim, sem medo de me machucar. Era clara e honesta. Meus pais adoravam isso.
Quando eu entrei no colegial, comecei a mudar. Fui ficando um pouco mais reservada e já não era mais rainha pop do colégio. Era uma aluna estudiosa e brilhante, um lider, mas nada além disso. O que eu fazia nas horas vagasm de quem eu gostava, meus sonhos, isso só a Renata sabia.
Pensando agora mesmo, eu mudei muito quando eu gostei desse cara chamado Ivan, no primeiro ano. Eu amava ele daquele jeito que a gente ama de longe, como uma adolescente mesmo. E ele não me amava. E eu me declarei pra ele e ele não queria nada comigo. E eu chorei e chorei e nunca aconteceu. Nesse dia eu notei que sentir coisas por pessoas não obrigava essas pessoas a sentirem o mesmo por você. E eu comecei aquele processo de me fechar.
No terceiro colegial eu subi um nível nessa coisa de fechar: eu criei duas vidas. Na escola eu era novamente rainha pop, requisitada, querida, cheia de opiniões que flertava com professores. Mas ninguém sabia muito bem como era minha vida em casa. E na minha casa ninguém sabia direito como eram as coisas na minha escola. E assim foi o ano todo até ue não passar na faculdade. E eles descobriram que eles não sabiam mesmo do que acontecia e não gostaram disso.
Então eu arrumei um namorado e quando tive a primeira briga com ele, fechei por completo qualquer muro. Ninguém mais sabia de nada sobre mim em lugar nenhum. Todo mundo me dizia coisas baseado em frases vagas que eu soltava de vez em quando, mas não significava nada. Só eu sabia o que acontecia, como eu me sentia. Só eu. Até que chegou um momento em que tudo veio a tona e as minhas diferente vidas se juntaram e tudo caiu. De repente eu me vi sem nada, sem nenhuma daquelas personalidades, sozinha e incompreendida, principalmente porque ninguém mais confiava em mim, uma vez que eu nunca confiei em ninguém, mentindo e inventando descaradamente.
Um tempo passou e meus amigos de verdade (são 3) e minha família começaram a me ajudar a me levantar. E eu fui me abrindo um pouco, mas só um pouco. Eu passei a ser sincera e honesta, mas reservada. Demorou, mas eu consegui.
Bom, toda essa história é pra tocar no seguinte ponto: até hoje as pessoas tem o habito de me dizer o que elas acham que eu devo fazer e como.
Nesse momento eu tenho 3 chamadas no meu telefone, cada uma de uma pessoa diferente que pensa uma coisa diferente sobre a mesma situação. Então eu me lembrei daquele tempo em que ninguém poderia me ligar pra dizer o que pensava porque não havia o que pensar e eu não dava essa liberdade. Não haviam pessoas na minha vida. Hoje eu tenho pessoas na minha vida, várias delas. E eu estava pensando agorinha que é triste encontrar um limite de envolvimento, sentir a vontade de dizer "você não pode me obrigar e pare de tentar". Não que eu queira começar a ter vidas separadas e esconder coisas, odeio isso. É desgastante demais. É só que eu não tenho certeza de que quero lidar com as diversas opiniões que cada pessoa que permeia a minha vida vai expressar sobre certo assunto.
segunda-feira, 31 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
A música mais legal da história do universo
Saca só:
Tomara que as folhas não toquem seu corpo quando caiam
Para que não as converta em cristal.
Tomara que a chuva deixe de ser um milagre que baixa pelo seu corpo
Tomara que a lua possa sair sem você.
Tomara que a terra não beije seus passos
Tomara que acabe o seu olhar constante
A palavra precisa, o sorriso perfeito.
Tomara que aconteça algo que te apague rapidamente
Uma luz que cega, um disparo de neve.
Tomara que pelo menos a morte me leve,
Para não te ver tanto, para não te ver sempre
Em todos os segundos, em todas as visões.
Tomara que eu não possa te tocar nem nas canções
Tomara que a aurora não dê gritos que caiam nas minhas costas.
Tomara que o seu nome não se esqueça dessa voz
Tomara que as paredes não retenham o ruído do caminho cansado
Tomara que o desejo se vá atrás de ti,
Para seu velho governo de defuntos e flores.
Tradução meia boca de uma música fantástica. Já conhecia, mas nunca tinha parado pra prestar atenção na letra (ouvi antes de aprender espanhol).
Art in the making, dude!
Silvio Rodriguez - Ojala
Tomara que as folhas não toquem seu corpo quando caiam
Para que não as converta em cristal.
Tomara que a chuva deixe de ser um milagre que baixa pelo seu corpo
Tomara que a lua possa sair sem você.
Tomara que a terra não beije seus passos
Tomara que acabe o seu olhar constante
A palavra precisa, o sorriso perfeito.
Tomara que aconteça algo que te apague rapidamente
Uma luz que cega, um disparo de neve.
Tomara que pelo menos a morte me leve,
Para não te ver tanto, para não te ver sempre
Em todos os segundos, em todas as visões.
Tomara que eu não possa te tocar nem nas canções
Tomara que a aurora não dê gritos que caiam nas minhas costas.
Tomara que o seu nome não se esqueça dessa voz
Tomara que as paredes não retenham o ruído do caminho cansado
Tomara que o desejo se vá atrás de ti,
Para seu velho governo de defuntos e flores.
Tradução meia boca de uma música fantástica. Já conhecia, mas nunca tinha parado pra prestar atenção na letra (ouvi antes de aprender espanhol).
Art in the making, dude!
Silvio Rodriguez - Ojala
terça-feira, 25 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
Plot line
Pessoas envovidas por casos e dramas, isoladas e unidas por comportamentos egocêntricos. Adultos que querem crescer, mas ainda são crianças cuidando de seus próprios interesses e buscando um sentido para as vidas tristes e vazias.
Personagem principal volta para a casa dos pais depois do fim do casamento. (talvez eu mate o marido, ou algo assim). Ela está deprimida e se descobre solitária e sem amigos. Tem vários conflitos com a família, principalmente o pai. Vai se envolver com algumas pessoas no decorrer da história, se apaixonando e desapaixonando. Deve magoar algumas pessoas e sofrer, como que por castigo.
Depois de voltar para a casa dos pais, personagem deve encontrar alguma coisa para fazer. Talvez algum curso. Eu não posso coloca-la na faculdade, quero que ela seja um pouco mais velha do que isso. E ela deve manter o mesmo emprego. Talvez ela comece um trabalho voluntário em algum lugar. Ou talvez ela já estivesse fazendo esse trabalho. O importante é q ela já conheça essas pessoas que vão aparecer na história, com excessão de uma, o herói da história. O muso. A última pessoa com quem ela vai (ou não) ficar.
Ela deve ter um melhor amigo. Alguém que ela ame muito e ela vai brigar com esse amigo. Esse amigo vai ajudá-la a começar uma vida nova. Ela vai ter que trabalhar duro para consquistar a confiança dos pais novamente. E em si própria também.
Preciso pensar em como vai acabar. Não quero uma trilogia, quero uma história com começo, meio e fim.
Nome: Estella. Sempre achei esse nome lindo, mas tem muita gente que odeia. Estellas são odiosas mesmo.
Personagem principal volta para a casa dos pais depois do fim do casamento. (talvez eu mate o marido, ou algo assim). Ela está deprimida e se descobre solitária e sem amigos. Tem vários conflitos com a família, principalmente o pai. Vai se envolver com algumas pessoas no decorrer da história, se apaixonando e desapaixonando. Deve magoar algumas pessoas e sofrer, como que por castigo.
Depois de voltar para a casa dos pais, personagem deve encontrar alguma coisa para fazer. Talvez algum curso. Eu não posso coloca-la na faculdade, quero que ela seja um pouco mais velha do que isso. E ela deve manter o mesmo emprego. Talvez ela comece um trabalho voluntário em algum lugar. Ou talvez ela já estivesse fazendo esse trabalho. O importante é q ela já conheça essas pessoas que vão aparecer na história, com excessão de uma, o herói da história. O muso. A última pessoa com quem ela vai (ou não) ficar.
Ela deve ter um melhor amigo. Alguém que ela ame muito e ela vai brigar com esse amigo. Esse amigo vai ajudá-la a começar uma vida nova. Ela vai ter que trabalhar duro para consquistar a confiança dos pais novamente. E em si própria também.
Preciso pensar em como vai acabar. Não quero uma trilogia, quero uma história com começo, meio e fim.
Nome: Estella. Sempre achei esse nome lindo, mas tem muita gente que odeia. Estellas são odiosas mesmo.
Ready, set, go!
Bom, já tenho a história mais ou menos montada na cabeça. Espero que não fique besta demais e nem muito teenage crap.
Vou começar a desenhar a linha agora.
Desejem-me sorte!
Vou começar a desenhar a linha agora.
Desejem-me sorte!
sexta-feira, 14 de março de 2008
O gato e o rato
A história do gato e do rato tem feito sucesso. Quem sabe o meu best seller antes dos 21 não é uma história pra boi dormir ao invés do drama contemporâneo psicológico super estaile que eu sempre quis escrever? Estou ficando velha...
quinta-feira, 13 de março de 2008
PTP
Estava discutindo sobre o nome desse meu novo trabalho. Como eu ainda não sei a história, tinha que ser algo que seguisse a idéia no título. Ou absolutamente não. Cheguei a conclusão de que pequenas tragédias pessoais são aquelas coisas que acontecem com a gente e que nos derrubam. Não aquelas que destroem nossas vidas por completo. Essas são grandes tragédias. É um amor que se perde, um ente querido que morre, um mal corte de cabelo. Na verdade, pensando sobre isso agora, a palavra tragédia remete a desastre, perda, prejuízo. Uma pequena tragédia pessoal seria um desastre que aconteceu com vc e afetou vc mais que a qualquer outra pessoa. É sua tragédia. Acho que posso partir disso.
terça-feira, 11 de março de 2008
Outra história
Estou também escrevendo uma história para crianças sobre um gato e um rato que moram na mesma casa. Pura filosofia. Espero ser autora de um novo clássico transcedental como Le Petit. Por que eu não posso ser absurdamente boa como todos os outros escritores famosos???
Pequenas tragédias pessoais
É o nome do meu novo livro. Não sei a história ainda, mas achei o título ótimo.
quarta-feira, 5 de março de 2008
MSN
Eu estou sem poder usar o MSN. Isso fez com que eu perdesse algumas oportunidades de emprego entre outras coisas. Habitos ruinsssssss. Preciso do MSN pra ver o mundo exterior. Estou morrendo.
Nota mental: atualizar o endereço de e-mail no site da faculdade SEMPRE.
Nota mental: atualizar o endereço de e-mail no site da faculdade SEMPRE.
4 Blogs
Eu tenho 4 blogs agora, um deles só de recordação. Ou seja, eu deveria escrever regularmente em 3 deles. Será que eu tenho tantas coisas assim pra escrever?
O tempo está correndo e eu tenho um mês para escrever um livro antes de fazer 21. Não acho que vai dar...
O tempo está correndo e eu tenho um mês para escrever um livro antes de fazer 21. Não acho que vai dar...
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